Jean-Pierre Rampal,
que popularizou a flauta como um instrumento solo e se transformou
em uma das mais brilhantes estrelas da música clássica, morreu de
parada cardíaca no dia 20 de Maio de 2000, em Paris, aos 78 anos.
Rampal, um
dos músicos clássicos mais gravados da historia, era mais conhecido
por seu amor a música barroca, embora tenha tocado de tudo, do jazz
à música indiana às canções populares inglesas.
A marca registrada
de Rampal era sua flauta de ouro, com a qual nunca se separou. "sua
flauta... falava ao coração" disse o presidente francês Jacques
Chirac em seu discurso "uma luz no mundo musical acabou de se
apagar."
Rampal nasceu
em 7 de janeiro de 1922, na cidade portuária do sul de Marselha, filho
de um professor da flauta que não incentivava-o a se transformar num
músico profissional. O interesse de seu pai era que Rampal cursasse
a medicina.
Decidiu-se
pela música somente durante a segunda guerra mundial, após forças
Nazistas terem ocupado a França e tentado levá-lo para trabalhos forçados
na Alemanha. Saiu da escola de medicina, ficando escondido dos alemães
em Paris, estudando no conservatório nacional e atraindo rapidamente
a atenção da comunidade musical de Paris.
Depois que
a guerra terminou, iniciou uma carreira solista e tornou-se primeiro
flautista da orquestra da ópera de Paris.
Quando Rampal
começou sua carreira, a flauta era freqüentemente negligenciada como
um instrumento solista, e o público também preferia mais as obras
tradicionais para piano e violino. Durante sua longa carreira, Rampal
ajudou a trazer de volta a flauta como instrumento solista.
Ele foi muito
amado na América do Norte, onde realizou anualmente diversas turnês
em recital, ganhando reconhecimento também como regente.
Rampal deixou
a esposa Françoise; dois filhos, Isabelle e Jean-Jacques; e cinco
netos.
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