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JULIUS BAKER (1915-2003) |
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Julius Baker, o primeira flauta da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque por 18 anos e um dos mais proeminentes flautistas de sua geração, morreu nesta quarta-feira dia 6 de agosto de 2003, em Danbury, Connecticut. Ele tinha 87 anos e vivia em Brewster, N.Y. Julius Baker ficou conhecido por sua sonoridade brilhante, ritmo preciso, técnica infalível e afinação impecável. Como flautista de orquestra, ele ocupou as posições de 1ª flauta em várias das melhores orquestras americanas. Estava aposentado da Filarmônica de Nova Iorque desde 1983. Como instrumentista e professor ele era considerado uma lenda. Ele lecionou na Juilliard School, desde 1954, e no Curtis Institute of Music, desde 1981. Este ano ele estava ensinando pela 26ª vez na "Annual summer master class at Western Connecticut State University" em Danbury, quando sentiu-se mal na segunda-feira. Entre seus mais ilustres alunos estão Paula Robison, Jeffrey Khaner, Eugenia Zukerman, Gary Schocker e Jeanne Baxtresser. Baker nasceu em 23 de setembro de 1915 em Cleveland. Interessou-se pela flauta por influência de seu pai que também tocava, mas não profissionalmente. Foi aluno do célebre flautista William Kincaid no Curtis Institute em Philadelphia, e após graduar-se em 1937, retornou a Cleveland para como flautista da Cleveland Orchestra. Em 1941 se tornou 1ª flauta da Pittsburgh Symphony, posição que ficou até 1943, quando foi para a Columbia Broadcasting Symphony, em New York. Ele também foi 1ª flauta da Chicago Symphony de 1951 a 1953, e da orquestra Bach Aria Group, de 1946 a 1964. Entrou para a New York Philharmonic em 1965 e passou pelas direções de Leonard Bernstein, Pierre Boulez e Zubin Mehta. Entre suas aparições como solista desta orquestra estão as performances do Concerto de Mozart durante uma turnê pelos EUA em 1981, e das obras "Halil" de Leonard Bernstein's e o Concerto para flauta de Nielsen em sua última temporada com a orquestra. Entre suas inúmeras gravações estão as obras completas para flauta de Handel e Bach, os concertos de Mozart e concertos para piccolo de Vivaldi, bem como Nielsen e uma série de concertos e recitais gravados ao vivo pelo selo VAI. Julius Baker deixa sua mulher Ruth, duas filhas, Muffy Baker e Jennie Hendriksen, e um filho, Jonathan. |
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